Dor no Ombro - COI

Dor no Ombro

O manguito rotador é composto por quatro tendões: supraespinhoso, infraespinhoso, subescapular e redondo menor, cujas funções são estabilizar e auxiliar o movimento do ombro. A lesão do manguito rotador está relacionada ao envelhecimento e é uma das principais causas de dor no ombro. Ocorre mais após os 40 anos de idade, porém, pacientes mais jovens também podem ser acometidos por essa lesão. Nessa faixa etária, a lesão geralmente é secundária a traumas ou microtraumas que, ocorrem com frequência, em indivíduos obesos e praticantes de esportes e atividades que exijam muito dos ombros, como nadadores, jogadores de voleibol, tenistas e trabalhadores braçais.

Imagem Dor no Ombro

Pacientes com familiares de primeiro grau que apresentaram a lesão, também estão mais suscetíveis a desenvolver a lesão do manguito, o que mostra a sua associação genética. Seu diagnóstico é clínico, feito através do exame físico e confirmado por meio de exames de imagem, como radiografia, ressonância magnética e ultrassonografia, que podem auxiliar nesse diagnóstico. As lesões podem ser parciais ou completas, e o principal tendão acometido é o supraespinhoso. Acredita- -se que esse tendão seja o mais afetado por rupturas, por ser uma estrutura mal vascularizado em sua inserção.

No caso das lesões parciais, que acometem menos de 50% da espessura do tendão, o tratamento pode ser conservador e sua escolha depende da idade, intensidade da dor e das condições clínicas do paciente. Ele tem como base fisioterapia, analgesia e reforço muscular com restrições à elevação do ombro acima de 90 graus. Já nos casos de lesões parciais que acometem mais de 50% da espessura do tendão, nas lesões totais e em pacientes com dor intensa, a cirurgia pode ser realizada com uma técnica aberta em mini open, ou por reparo artroscópico (VIDEO), mais utilizado atualmente. A recuperação pós-operatória é lenta, podendo levar de 6 meses a 1 ano.

Quando diagnosticado a tempo e indicado o tratamento correto, as lesões do manguito rotador apresentam uma taxa de sucesso com recuperação em até 90% dos casos.

Autor: Dr. Otávio triz Neto