Termoablação Endovenosa - COI

Termoablação Endovenosa

As novas tecnologias vêm permitindo tratamentos cada vez mais eficientes, seguros e menos invasivos. Estas técnicas são chamadas de minimamente invasivas porque promovem menor agressão ao organismo, propiciando maior conforto pós-operatório e recuperação mais rápida.

O Laser endovenoso é uma técnica moderna em que a veia é cauterizada no seu leito, sem cortes e sem a necessidade de extraí-la. Através de uma punção, a fibra (cateter) é introduzida dentro da veia, sendo gradualmente tracionada à medida que libera calor. A energia liberada é absorvida pelo sangue, promovendo a oclusão da veia.

Imagem Termoablação Endovenosa

A Radiofrequência também é uma intervenção guiada por cateter, que possui um componente térmico em sua ponta. O médico utiliza imagens de ultrassom para guiar e posicionar o cateter na veia afetada através de uma pequena abertura na pele feita por punção. O cateter é alimentado por energia de radiofrequência que fornece calor controlado à parede da veia e, à medida que a energia térmica é fornecida, de forma contínua e uniforme, ocorre destruição da camada mais interna da parede venosa, promovendo o colapso da veia (fechamento). O protocolo de realização segue um padrão de tração do cateter determinado pelo fabricante: a cada disparo de 20 segundos, percorre-se um segmento de 7 cm. Isto torna o método mais fácil de ser reproduzido que o LASER. Da mesma forma que no laser, os tecidos remanescentes serão absorvidos gradualmente pelo corpo.

Estas duas técnicas são utilizadas principalmente nas veias safenas magnas, safenas parvas, safenas acessórias e perfurantes. Nos países desenvolvidos, a termoablação, seja por Radiofrequência seja por Laser, é a primeira opção de tratamento para varizes com insuficiência de safena, uma vez que é um procedimento tão eficiente quanto a cirurgia convencional e muito menos invasivo. Isto se reflete na recuperação pós-operatória mais rápida e menos dolorosa, diminuindo a chance de aparecerem hematomas, inchaço e sintomas decorrentes de lesão de nervos.

Após tratar as veias principais pela ablação térmica, as varizes são extraídas com minúsculos cortes que não exigem pontos e que deixam mínima ou nenhuma cicatriz residual. O período de repouso necessário após o procedimento depende da quantidade de varizes a serem retiradas. Se apenas a termoablação isolada das veias safenas ou perfurantes estiver indicada, mínimo ou nenhum repouso será necessário.

Em suma, o tratamento do refluxo de safena com a termoablação transforma uma cirurgia agressiva, seguida de um pós-operatório mais prolongado, em uma intervenção bem mais simples, propiciando ao paciente menos dor pós-operatória e rápido retorno às suas atividades habituais.