Escleroterapia - COI

Escleroterapia

A Escleroterapia consiste na injeção de uma solução que causa irritação na parede interna do vaso, ocasionando posterior desaparecimento da veia lesada. Este processo costuma ser gradual, muitas vezes sendo necessária mais de uma aplicação no mesmo lugar, dependendo do tamanho da veia e da sua comunicação com outras veias. Cada veia pode responder de uma maneira diferente. Algumas ficam mais finas e estreitas, outras logo desaparecem, outras permanecem abertas necessitando de nova aplicação. Outras ainda formam coágulos no seu interior que devem ser drenados durante as próximas sessões para garantir o melhor resultado.

Imagem Escleroterapia

O que acontece é que muitas vezes a doença venosa não é tratada na sua totalidade, respeitando a sua complexidade de formas e apresentações, o que acaba por gerar um sentimento de frustração nos pacientes. A situação mais comum é aquela em que se trata apenas as telangiectasias (vasinhos), sem se preocupar com as veias que as nutrem, as chamadas veias nutríceas (veias esverdeadas aparentes sob a pele). Nesta situação, a Escleroterapia isoladamente costuma falhar. O ideal é que se estude o comportamento da doença venosa de maneira individual e detalhada, uma vez que cada paciente se apresenta de uma forma diferente. Para tanto, além da entrevista médica e do exame físico, existem métodos que podem auxiliar nesta abordagem como, por exemplo, o emprego da Realidade Aumentada, a Ultrassonografia (Ecografia) Vascular com Doppler, a Fotopletismografia, dentre outros.

A Escleroterapia costuma ser feita no consultório. Geralmente a dor é pequena e bem tolerada pelos pacientes. Com o uso do jato de ar gelado (termoanestesia), a dor se torna quase que imperceptível. Podem ser utilizadas substâncias esclerosantes na forma líquida ou na forma de espuma.

A Escleroterapia Convencional, popularmente conhecida como “aplicação”, consiste na injeção de esclerosante líquido no interior do vasinho por meio de microagulha. Após o procedimento, o paciente pode retornar às suas atividades habituais normalmente.

A Escleroterapia com Espuma geralmente é feita guiada por ultrassom (espuma ecoguiada), permitindo acompanhar a progressão da espuma dentro do vaso. A espuma tem a propriedade de preencher todo o vaso, “empurrando” o sangue, o que propicia efeito esclerosante prolongado. É uma técnica mais bem indicada para varizes de maior calibre, em especial nos casos mais avançados de doença venosa crônica (dermatite ocre e úlceras de perna), bem como nas situações que não permitam adequado tratamento cirúrgico, como a obesidade mórbida. Surge como alternativa muito interessante para aqueles pacientes já operados em que a doença varicosa retornou. Costuma promover a formação de um “coágulo químico” que necessita ser drenado nas semanas subsequentes. Faz-se necessária a compressão graduada com meias elásticas após o procedimento e o paciente deve retornar periodicamente para avaliação ecográfica das veias tratadas.